Guirroh liga a tomada e reinventa o próprio som em "Eletrorock"
- Redação

- 24 de nov. de 2025
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Guirroh revisita antigas composições e recria tudo do zero em "Eletrorock", álbum que mistura guitarras pesadas, batidas eletrônicas e synths de alta intensidade. O projeto nasceu no home studio, durante testes para shows ao vivo. Uma faixa nesse formato funcionou no palco e deu origem ao disco. “É guitarra e voz com energia de rock, mas com batida eletrônica pancada”, explica o artista.
As músicas ganharam novas versões, com bateria eletrônica, baixo sintetizado e vocais regravados. A proposta foi atualizar o material antigo sem perder a essência. O resultado vai de riffs densos a momentos mais íntimos, sempre com peso e atmosfera. “Não é remix. É experiência nova”, diz Guirroh.
Lançado pela independente CREIA Records, o álbum foi totalmente produzido pelo músico, que assumiu inclusive imperfeições propositais. A estética híbrida, marcada por distorção, fuzz e batidas fortes, abre espaço para novas possibilidades criativas — e tem recebido boa resposta do público.
Entre as faixas, duas se destacam na reinvenção: “Serpente Esmagada”, agora mais agressiva e eficaz ao vivo, e “Vida Vermelha”, versão densa e emocional de “Vida”. A experimentação ainda rendeu composições inéditas, como “Crente”, criada durante o processo.
Para Guirroh, o disco marca um ponto de virada e carrega mensagem de reinvenção, liberdade criativa e espiritualidade. “A música é extensão da eternidade. Podemos viver versões novas de nós mesmos”, afirma.



