Música gospel representa 20% do mercado fonográfico brasileiro
- Redação

- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

A música gospel ocupa hoje 20% do mercado fonográfico brasileiro, segundo dados da Pró-Música Brasil e Abramus. O gênero registrou crescimento de 240% em plataformas digitais nos últimos cinco anos.
O Spotify registrou aumento de 93% nas buscas por gospel entre 2022 e 2023. Em 2024, o número de ouvintes cresceu 46%. As regiões Norte e Nordeste concentram a maior parte do público.
Apenas em 2023, o consumo do gênero aumentou 70%. No YouTube, dois dos dez vídeos mais assistidos no Brasil são de artistas gospel.
O padrão de consumo difere de outros estilos musicais. Na Deezer, o pico de audições acontece de segunda a quinta-feira. Outros gêneros populares registram mais plays às sextas-feiras e nos finais de semana.
O público do gospel vai além de fiéis religiosos. Pessoas de diferentes idades e classes sociais ouvem o gênero, que incorpora temas como esperança, conforto e perdão em suas letras.
O estilo surgiu como versão brasileira do worship, movimento de louvor difundido em igrejas dos Estados Unidos, Austrália e Canadá desde os anos 1970. Hoje mistura influências de black music, sertanejo e música eletrônica.
Variações como o trap gospel conquistaram o público jovem. O subgênero combina beats modernos e rimas urbanas com mensagens positivas.
A Lei 14.998 instituiu o dia 9 de junho como Dia Nacional da Música Gospel. A data celebra a missionária sueca Frida Maria Strandberg Vingren, que compôs mais de 20 hinos da Harpa Cristã no início do século 20.
No Rio de Janeiro, o gospel representa 25% do público em determinados contextos, segundo a pesquisa Cultura no Rio realizada pela Datafolha. O gênero fica atrás apenas de MPB e pagode.
Artistas gospel têm presença em grandes eventos como o Réveillon de Copacabana. O mercado segue em expansão com novas sonoridades e públicos diversos.



