Rodolfo Abrantes descarta reunião do Raimundos em resposta contundente
- Redação

- 9 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Ex-vocalista rejeita proposta de usar turnê como plataforma evangelística: “Não é uma banda que abandonei, é uma vida que deixei.”

A pergunta que todos queriam fazer
Durante participação no Ticaracaticast, o apresentador Carioca lançou a questão que milhares de fãs gostariam de ver respondida: haveria chance de uma turnê de reunião do Raimundos, com os integrantes originais?
Carioca chegou a sugerir que o retorno poderia ter um propósito espiritual: “Usar o retorno como resgate, vem comigo brother”, provocou, imaginando uma turnê que unisse a nostalgia do rock à pregação do evangelho.
A resposta de Rodolfo Abrantes foi direta — e revela a profundidade de sua transformação desde que deixou a banda no início dos anos 2000.
“Eu tenho certeza que eu não ia conseguir olhar no espelho”
“Eu tenho certeza que muita gente ficaria feliz com isso. Eu tenho certeza que eu ficaria rico do dia pra noite”, começou Rodolfo, reconhecendo o apelo emocional e financeiro da proposta.
Mas logo emendou a frase que define sua jornada espiritual:
“Eu tenho certeza que eu não ia conseguir olhar no espelho. Porque o Raimundos não é uma banda que eu abandonei, é uma vida que eu deixei.”
Mais que música: uma identidade que ficou para trás
A declaração expõe o que significa, para Rodolfo, sua conversão. Voltar ao Raimundos não seria apenas cantar sucessos antigos — seria reviver uma versão de si mesmo que ele escolheu deixar morrer.
Durante o programa, o músico chegou a comparar sua transformação espiritual aos integrantes do Clube dos 27, afirmando que também “morreu” aos 27 anos. A diferença, segundo ele, é que sua morte foi voluntária — e definitiva.
Voltar ao Raimundos, mesmo com propósito evangelístico, seria como exumar um cadáver que ele próprio enterrou há 24 anos.

A ideia já havia sido sugerida antes
Rodolfo contou ainda que essa proposta não era inédita:
“Um pastor doido, amigo meu, já falou isso: ‘Volta pro Raimundos e me chama pra pregar.’”
Embora compreenda o sentido evangelístico da sugestão, o cantor afirmou que há limites que não pretende ultrapassar.
Para ele, a questão não é teológica — é existencial.



